terça-feira, 5 de maio de 2015

GÊNESIS 11 e 12

GÊNESIS 11

v.1 – Esta passagem diz respeito ao tempo que veio logo após o dilúvio, uma época anterior a dispersão dos clãs (Gn 10.5,20,31,32). A antiga divisão entre filhos de Deus e filhos dos homens sobreviveu ao dilúvio. Se havia outros idiomas antes do dilúvio, provavelmente só o de Noé permaneceu.
v.3,4 – A torre de Babel era mais parecida com um zigurate (pareciam pirâmides com degraus ou rampas laterais). Era uma estrutura comum na Babilônia na época, chegando a uma altura de 99 metros de altura e de largura também.
            A torre de Babel foi uma grande conquista humana, uma maravilha do mundo, porém, era um monumento para engrandecer pessoas, não a Deus. Somos livres para prosperar em muitas áreas, mas não para pensar em tomar o lugar de Deus. Quais torres você tem construído em sua vida?
            O pecado do povo na terra de Sinar foi à ambição de dominar o mundo e dirigir o seu próprio destino, à parte de Deus, através da união política centralizada, poder e grandes conquistas. Esse desígnio era fruto do orgulho e rebeldia contra Deus. O Senhor frustrou o propósito deles, multiplicando idiomas em seu meio, de tal maneira que não podiam comunicar-se entre si, isso deu origem a diversidade de raças e idiomas no mundo.
v.5 – Por ser um justo juiz, antes de julgar, o Senhor investigou a causa. Os filhos dos homens estavam unidos em prol de um objetivo, errado, mas estavam unidos. Quão triste é ver os filhos de Deus desunidos, quando até mesmo os filhos das trevas tem sido mais prudentes.
v.8 – Há três grandes julgamentos de pecados cometidos pela humanidade na primeira parte de gênesis: expulsão do éden, dilúvio e dispersão das pessoas de Babel.
v.31 – Tera foi chamado inicialmente para Canaã, mas desistiu no meio do caminho. O seu filho, Abraão, que continuou a caminhada.


GÊNESIS 12
v.1 – O nome Abrão significa exaltado, enquanto Abraão significa pai de uma multidão. A intenção de Deus era ter um homem que o conhecesse, o servisse e guardasse os seus caminhos. Dessa família surgiria uma nação escolhida, de pessoas separadas de práticas ímpias. A chamada de Abraão envolvia não somente uma pátria terrestre, mas também uma celestial.
            Foram feitas três exigências para Abraão e Sarah, que demandaram grande obediência. A terra representava a região onde cresceu e morava (hábitos e costumes do povo); a parentela, o clã (sua identidade familiar); casa de seu pai, ou seja, os laços afetivos mais estreitos e a responsabilidade da liderança.
            As ordens de Deus eram bastante difíceis, pois, na época, apenas pessoas assoladas pela pobreza ou os exilados perambulavam de um lado para o outro; somente os sem terra e os fugitivos abandonavam a sua origem e vagavam pelo mundo.
            Assim como Abraão, nós somos chamados a renunciar tudo por amor a Cristo, visando ganharmos o nosso lar celestial. A nossa casa é querida, nossos parentes também, mas devemos amar tudo menos do que amamos a Deus (ver Lc 14.26).
            No tocante a chamada de Abrão, nós aprendemos nesse capítulo:
a) Escolha Divina – Deus escolheu Abrão, e isto importa conhecimento, aprovação, confiança e preparação para o fim destinado;
b) O Plano Divino – mediante o Seu escolhido, abençoar muitos povos;
c) A Chamada Divina – uma chamada positiva, individual, imperativa;
d) A Proteção Divina – “amaldiçoarei os que te amaldiçoarem”;
e) A Revelação Divina – “apareceu o Senhor a Abraão”;
f) A Promessa Divina – “à tua descendência darei esta terra”.

v.2 – Deus prometeu abençoar Abrão e torna-lo famoso, mas para isso precisava obedecer. Ele obedeceu e partiu em direção a promessa, para um futuro de bênçãos ainda maiores. Deus pode estar tentando levar você a um lugar onde poderá ser de grande proveito para Ele. Não permitam que o conforto e a segurança o façam perder o plano de Deus para a sua vida.

v.3 – Esta é a segunda profecia (ver Gn 3.15) a respeito da vinda de Cristo a este mundo. O texto fala de uma benção espiritual que viria através de um descendente de Abraão. Paulo declara que esta benção é o evangelho oferecido a todas as nações (Gl 3.8,14,16).
v.4 – Alguns estudiosos acham que Abrão desobedeceu a Deus quando levou Ló, porém, os versículos sugerem que foi Ló quem tomou a decisão de ir.
v.5 – Esta é a primeira vez que Canaã é mencionada como terra na Bíblia.
v.6 – Ao chegar lá, Abrão poderia imaginar que receberia todos os sinais da terra prometida, porém, Deus queria que ele continuasse vivendo pela fé. Lá moravam os perversos cananeus, que não deixariam o abençoado Abrão se estabelecer sem impor dificuldades. Todas as pessoas devem considerar-se estranhas e temporárias neste mundo, e, pela fé, encarar esta terra como um local estranho.
v.7 – Primeiro caso descrito na Bíblia de teofania, mas é provável que Deus já tivesse aparecido antes para Abraão.

v.10Abrão desce ao Egito: isto parece um desvio da senda da fé, e ali Abrão perde sua confiança na proteção de Deus, e pretende valer-se de um subterfúgio para evitar o ciúme do rei da terra. Contudo, Deus o protegeu sem ele esperar. Notemos sete coisas neste desvio de Abrão:
a) Agiu sem consultar a Deus;
b) Escolheu seu destino, confiando na própria inteligência;
c) Valeu-se da duplicidade para conseguir o seu propósito (v.13);
d) Perdeu de vista a perspectiva e o plano da sua vida (2.12);
e) Sua astúcia parecia alcançar bom êxito (v.14,15);
f) Se complicou na trama que ele mesmo criou (v.18);
g) Foi censurado por um rei pagão e mandado para a sua terra (v.18,20).

v.11 – É muito raro a Bíblia mencionar a beleza física de alguém. Um outro exemplo que podemos citar é o de José (Gn 39.6).

v.13 – A confiança que Abrão tinha em Deus falhou, e o resultado foi agir de engano, o que lhe rendeu várias complicações, inclusive o seu banimento vexatório do Egito. Tal fracasso é um lembrete aos crentes, no sentido de não olharem para as circunstâncias, mas sim para as promessas e a fidelidade de Deus. A fraqueza de Abrão nos mostra que Deus, no infinito da Sua misericórdia, nos traz de volta à sua vontade e propósito. 

v.17 – Esta é a primeira manifestação do cumprimento da promessa feita por Deus de amaldiçoar ou abençoar alguém que estivesse no caminho de Abrão.

Fontes: Bíblia de Estudo Pentecostal; O Novo Comentário Bíblico; Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal.

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