sexta-feira, 25 de maio de 2012

COMO ENFRENTAR AS CRISES




2 Cr 20

V. 1 – “E sucedeu que, depois disso, os filhos de Moabe, e os filhos de Amom, e, com eles, alguns outros dos amonitas vieram à peleja contra Josafá. Então, vieram alguns que deram aviso a Josafá, dizendo: Vem contra ti uma grande multidão dalém do mar e da Síria; e eis que já estão em Hazazom-Tamar, que é En-Gedi”.

            Josafá era rei de Judá, e a Bíblia, no cap. 17 de 2 Crônicas, nos diz que o Senhor era com Josafá, pois ele andava nos caminhos que Davi andou, além de instruir o povo de forma correta, aviso este dado pela própria Bíblia (o meu povo é destruído pela falta de conhecimento, assim diz o Senhor). Ele foi um reformador e recebeu grande destaque por parte do autor do livro de Crônicas; organizou um forte exército e foi muito respeitado por seus vizinhos.
            Ao lermos esse versículo, percebemos que dois povos inimigos históricos dos hebreus aproximavam-se para guerrear contra Josafá: moabitas e amonitas. O povo escolhido por Deus sempre teve muitos inimigos, influência do trabalho desenvolvido por Satanás contra o povo de Deus, e é assim até hoje, ou será que nós não temos oposição dentro do nosso trabalho ou da nossa casa? É claro que temos, e continuará assim enquanto estivermos vivos e batalhando para levar a Palavra de Deus para os ímpios.
            Então, nesse momento da sua vida, Josafá estava vendo uma grande crise se instaurar bem a sua frente. O que ele deveria fazer? Vamos acompanhar alguns itens que o levaram a ter sucesso e vencer a crise.

1) Josafá recebe a notícia da ameaça da destruição.

            Ao recebermos uma notícia ruim o nosso instinto é de se desesperar, perder o controle. E qual o motivo de agirmos assim? Agimos assim porque a nossa carne nesse momento fala mais alto que o nosso espírito. A Palavra de Deus diz que somos formados por carne, alma e espírito; a nossa carne é descendência de Adão, ou seja, ela é propícia ao pecado, e por isso nós não devemos permitir que ela nos governe. O Espírito Santo de Deus habita dentro de cada cristão, e Ele é a força que necessitamos para que o nosso espírito vença a nossa carne.
            Josafá recebeu a notícia de que iria ser atacado por um exército muito numeroso. Nós, diariamente, recebemos notícias ruins: problemas de saúde, ações na justiça, dívidas, vizinhos problemáticos, parentes não crentes, entre outros, mas o que fazemos com essas notícias? Se fizermos o mesmo que Josafá, o Senhor dos Exércitos certamente nos dará vitória!

V. 3 – Então, Josafá temeu e pôs-se a buscar o Senhor; e apregoou jejum em todo o Judá.
V.13 – E todo o Judá estava de pé perante o Senhor, como também as suas crianças, as suas mulheres e os seus filhos.

2) Josafá busca a face de Deus.

            Josafá, como líder, deu o exemplo e procurou a face do Senhor. É claro que ele ficou com medo, pois o medo é um sentimento comum em situações adversas, porém, nós não podemos deixá-lo fazer morada dentro de nós, pois não é um sentimento que o cristão deve ter. O cristão de joelhos aos pés do Senhor fica maior do que qualquer problema em pé ao lado do diabo.
            O jejum que ele ordenou visava justamente à busca pela resposta e salvação do povo pelo Senhor. O jejum deve acompanhar regularmente a oração e o anseio do crente para que a vontade de Deus seja feita; o fato de o versículo 13 nos contar que todo o Judá procurou a face do Senhor nos ensina o quanto a liderança pode influenciar a nossa vida.
            Imagine se hoje, na igreja, temos um líder que oriente mal as suas ovelhas. O pastor é o líder espiritual da igreja, e Deus cobrará dele se alguém se desviar por causa do seu ensino e atitudes. Porém, não podemos esquecer que nós somos a igreja do Senhor, e o que significa isso? Significa que se temos um parente ímpio ou desviado também devemos levar a Palavra de Deus até ele, e as nossas atitudes e orações servirão de incentivo para que ele tenha a curiosidade de conhecer o nosso Deus, sem esquecer, é claro, que o nosso dever é apresentar a Palavra para eles, mas sem esquecermos que quem convence o homem do pecado é o Espírito Santo; portanto, não vamos nos preocupar como e quando o Senhor fará com que aquela pessoa se converta, façamos o nosso trabalho que Ele faz muito bem o DEle.


V. 5,6 – “E pôs-se Josafá em pé na Congregação de Judá e de Jerusalém, na Casa do Senhor, diante do pátio novo. E disse: Ah! Senhor, Deus de nossos pais, porventura, não és tu Deus nos céus? Pois tu és dominador sobre todos os reinos das gentes, e na tua mão há força e poder, e não há quem te possa resistir”.

3) O próprio Josafá orou, adorou, louvou e pediu.

            É interessante observar a ordem que Josafá se dirigiu a Deus. Em primeiro lugar ele se dirigiu ao Senhor através de uma oração, e não através de gritos ou reclamações infundadas. Após, ele adorou o Senhor, pois só ele é digno de toda e honra e glória, além de que ao adorarmos ao Senhor reconhecemos que só ele é Deus em nossas vidas. Em terceiro lugar, Josafá louvou ao Senhor! Como é bom louvar o nosso Criador, e a Palavra de Deus nos ensina que o diabo odeia o louvor, então temos mais um motivo para louvarmos cada vez mais. Por último, Josafá fez o seu pedido. Não há nada de errado em pedir as coisas ao Senhor, pelo contrário, ele é nosso Pai e adora nos dar as coisas, porém, nós devemos sempre saber o momento certo de pedir as coisas, como também saber se aquilo que pedimos é necessário.
            Ainda no tocante a oração de Josafá, podemos observar algumas verdades nela: 1ª) Deus tem o poder sobre todas as pessoas e situações; 2ª) Deus tem sido fiel ao seu povo no passado e no presente; 3ª) O povo de Deus está falido sem Ele; 4ª) as promessas de Deus são um fundamento sólido para a nossa fé; 5ª) a presença ativa de Deus entre o seu povo resulta em livramento.

V. 9 – “Se algum mal nos sobrevier, espada, juízo, peste ou fome, nós nos apresentaremos diante desta casa e diante de ti; pois teu nome está nesta casa; e clamaremos a ti na nossa angústia, e tu nos ouvirás e livrarás”.

4) Josafá declara sua dependência total em Deus.

            Nessa oração Josafá reconheceu a sua pequenez perto de Deus, pois ele era o rei de Judá, mas um rei que está subordinado ao rei dos reis, Jesus! Reconheceu que sem a ajuda do seu Senhor não poderia vencer, pois muitos eram os seus inimigos, mas com Deus ao nosso lado nós sempre seremos maioria.

V. 15-17: “Daí ouvidos todo o Judá, e vós, moradores de Jerusalém, e tu, ó rei Josafá. Assim o Senhor vos diz: Não temais, nem vos assusteis por causa dessa grande multidão, pois a peleja não é vossa, senão de Deus. Amanhã descereis contra eles; eis que sobem pela ladeira de Ziz, e os achareis no fim do vale, diante do deserto de Jeruel. Nesta peleja, não tereis de pelejar; parai, estai em pé e vede a salvação do Senhor para convosco, ó Judá e Jerusalém; não temais, nem vos assusteis; amanhã, saí-lhes ao encontro, porque o Senhor será convosco”.

5) Josafá recebe a resposta de Deus garantindo a vitoria.

            Que maravilha é ter o Senhor do nosso lado! O diabo coloca os problemas na nossa vida, e ainda por cima uma lente de aumento em cima desses problemas; Josafá só conseguia enxergar a multidão que estava vindo, mas não via a poderosa mão de Deus para lhe proteger. Deus é um pai presente em nossas vidas, Ele se preocupa com tudo, das pequenas até as grandes coisas.
            Os nossos problemas são os problemas de Deus, pois Ele toma a nossa defesa, em qualquer área da nossa vida. Não precisamos temer o gigante que está em nossa vida, pois maior é o que está em nós do que aquele que está no mundo! Nós devemos fazer a nossa parte, como Deus disse para Josafá: saí-lhes ao encontro! Deus não marcharia no lugar deles, mas venceria o exército por eles! A nossa parte hoje é orar, jejuar, se consagrar cada dia mais ao Senhor, e marchar quando Ele mandar, pois derrota não faz parte do vocabulário do nosso amado Jesus!

V. 21,22: “E aconselhou-se com o povo e ordenou cantores para o Senhor, que louvassem a majestade santa, saindo diante dos armados e dizendo: Louvai o Senhor, porque a sua benignidade dura para sempre. E, ao tempo em que começaram com júbilo e louvor, o Senhor pôs emboscadas contra os filhos de Amom e de Moabe e os das montanhas de Seir, que vieram contra Judá e foram desbaratados”.

6) Josafá toma posse da vitoria usando a estratégia do louvor.

            Como já falado anteriormente, o louvor é uma parte muito importante não só dos cultos, mas na nossa vida diária. Se observarmos bem os versículos, perceberemos que no momento inicial do louvor o Senhor entrou com providências, dando vitória para os seus protegidos. A nossa confiança no Senhor é a chave da vitória.

V. 24: “Entretanto, chegou Judá à atalaia do deserto; e olharam a multidão, e eis que eram corpos mortos, que jaziam em terra, e nenhum escapou”.

7) Josafá e o povo se tornam vitoriosos e tomam posse da vitória.

            Deus não faz o serviço pela metade, a vitória é sempre completa! Os seus problemas serão superados e o nome de Deus será glorificado.

V. 28: “E foram a Jerusalém com alaúdes, e com harpas, e com trombetas, para a Casa do Senhor”.

8) Josafá reconhece a vitória de Deus e volta para o templo para louvar a Deus.

            Após a sua vitória, comemore! Dê testemunho aos seus irmãos, isso vai edificar a fé deles; os ímpios irão ver a sua vitória e não entenderão, pois eles que são tão ricos, poderosos e influentes não conseguem o que você conseguiu. Nós temos que buscar algo que Josafá e outros homens da Bíblia conseguiram: intimidade com Deus. A vitória alcançada leva aos ímpios reconhecerem o verdadeiro Deus.

quinta-feira, 24 de maio de 2012



ISAQUE - O FILHO DA PROMESSA

            Na aula de Abraão foi falado a respeito da expectativa do nascimento de Isaque, como também do momento em que o mesmo seria oferecido como sacrifício, então hoje falaremos apenas da vida adulta de Isaque. Apenas como lembrança, a obediência em se submeter ao que o seu pai lhe falou é admirável, pois Abraão já era velho e podia ser facilmente dominado, mas não foi isso que aconteceu; Isaque submeteu-se a autoridade de seu pai, e o nosso Deus o honrou.
            Rm 9.7 diz: “Nem por serem descendência de Abraão são todos filhos; mas: Em Isaque será chamada a tua descendência”. Não obstante o caráter improvável da promessa de Deus a Abraão e a Sara, já idoso, Isaque nasceu e, embora não tenha sido o primogênito de Abraão, ele era o escolhido de Deus para receber as promessas. Em Rm 9.7, Paulo utiliza Isaque como uma ilustração de como Deus não negocia a Sua soberania, impedindo qualquer interferência ou iniciativas humanas.
            Quando Isaque atingiu uma idade que seu pai considerou boa para contrair núpcias, Abraão mandou um de seus empregados até a terra que morava a sua parentela, com o objetivo de achar uma boa moça para casar com o seu filho.  E qual o motivo de Abraão ter mandado o seu servo para tão longe? Ele sabia que Deus o chamara e a seus descendentes para viverem uma vida separada do povo em derredor. Tal separação era o método de Deus para preservar um povo santo para si mesmo. Ao chegar lá, é interessante notarmos a oração que o empregado fez, e como Deus o honrou, pois quando achou Rebeca ela agiu exatamente como tinha sido pedido em oração. O servo de Abraão sem dúvida era um homem temente a Deus, o que nos leva a perceber que a fé ativa de Abraão contagiava quem estava ao seu redor, seja parentela ou empregados. Isso nos ensina algumas coisas:
1) Deus sempre escuta as nossas orações;
2) As nossas orações devem ser pertinentes;
3) As nossas orações devem ser completadas com louvores, adoração e ações de graças ao Senhor;
4) Deus atenderá o nosso pedido se o nosso desejo for o mesmo que Ele tem para a nossa vida, pois não podemos esquecer que a vontade DEle é perfeita, devendo sempre prevalecer a sua opinião.
            Ao aceitar o casamento, Rebeca seguiu imediatamente para a terra em que Isaque residia. Aos 40 anos, Isaque casou-se com Rebeca e finalmente poderia prosseguir com a promessa que Deus tinha feito a seu pai, de que dele sairia uma grande nação. Contudo, como para o cristão nada é fácil, Rebeca tinha o mesmo problema que Sara: era estéril. Com certeza Isaque passou pelas mesmas aflições e questionamentos que seu pai, mas ele fez algo já falado aqui e que e a chave da vitoria do cristão: ele orou! Por 20 anos Isaque orou e desejou ter um filho; com 60 anos o Senhor atendeu o seu pedido, logo lhe dando gêmeos, Jacó e Esaú.
            No cap. 26 de Gênesis, a Bíblia descreve que havia fome na Terra. Isaque pretendia ir até o Egito, mas o Senhor impediu, lembrando da promessa que tinha feito a seu pai Abraão, mandando que ele habitasse na terra que Ele dissesse, e assim seria com
Isaque, ou seja, Deus transferiu para Isaque as promessas feitas a Abraão. Isaque, assim como o seu pai, precisou aprender a viver segundo as promessas de Deus.
            Gn 26.5 diz que: "Porquanto Abraão obedeceu a minha voz e guardou o meu mandado, os meus preceitos, os meus estatutos e as minhas leis". Deus estava mostrando para Isaque que somente levantou o seu pai devido ao modelo da sua obediência, que procedia da fé dele em Deus. Abraão fez um esforço sincero para guardar as leis e os mandamentos do Senhor, e por causa disso Deus o abençoou. Isaque (e nós atualmente) devia seguir o exemplo de fé e obediência de seu pai, se esperava participar das promessa de Deus segundo o concerto e da sua salvação.
            Curiosa é a situação descrita em Gn 26.7, na qual Isaque disse que Rebeca era sua irmã ao invés de esposa, coisa que pai já tinha feito no passado por duas vezes, o que demonstrou ainda a falta de uma confiança plena nos cuidados de Deus para com ele e sua família.
            Nessa mesma terra de Gerar, Isaque continuou vendo como Deus o amava e cuidava dele. A Bíblia diz que Isaque plantava e a sua colheita era abundante, de cem medidas! Tinha muitas ovelhas, vacas e empregados, sendo invejados por todos os filisteus, é exatamente o que acontece hoje conosco. Existem três razões para essa colheita extraordinária de Isaque: 1°) ele era filho de Abraão; 2°) o Senhor o abençoou; e 3°) ele semeou.
            As pessoas tem inveja de tudo que é nosso: nossa casa, carro, vida, da unção de Deus em nossas vidas, e infelizmente tal sentimento não é só de ímpios, muitos que se dizem crentes possuem essa podridão por dentro, não foram libertas pelo sangue do cordeiro. Isaque ficou tão rico e poderoso que o próprio rei filisteu foi pedir que ele fosse embora de Gerar, tamanha a inveja que sentia do servo do Deus altíssimo.
            O relato no qual se manifesta a inveja dos filisteus lança luz sobre o caráter de Isaque. O patriarca demonstrou o espírito do sermão do monte 2000 anos antes que este fosse pronunciado. Os filisteus consideravam-no um estranho e intruso. Reclamaram para si o território. Entupir os poços era um ato de grande provocação, já que a água era de vital importância por ser elemento escasso naquela parte da Palestina. Isaque poderia ter - se defendido, porque era “muito mais poderoso” do que os filisteus (Gn 26.16), mas preferiu ceder a brigar, considerando que mais vale a paz com os homens e a benção divina do que a água.
            Porém, esse mesmo rei, chamado Abimeleque, mais tarde reconheceu que Deus estava na vida de Isaque, e o procurou para fazer um concerto de paz. Deus faz assim mesmo: Ele permite que passemos por determinadas situações, mas no final sempre temos vitorias e o nome do Senhor é exaltado.
            É por isso que as nossas provações nunca devem ser consideradas como empecilhos, pois, nas mãos de Deus, elas se tornam escada para o triunfo. Deus nos chamou para uma vida cristã bem sucedida.
            No final de sua vida, já bem velho, Isaque não conseguia enxergar muito bem. Deixaremos para falar do ato de conluio entre Rebeca e Jacó no próximo estudo, mas por hora é bom observar o quão ruim é ter uma predileção entre os seus filhos. Isaque preferia Esaú, enquanto Rebeca era toda de Jacó. Isaque no final de sua vida parece ter perdido um pouco de sua intimidade com Deus, pois desde que sua esposa estava grávida o Senhor já tinha falado que o menor seria maior, ou seja, apesar do costume de que o primogênito herdava tudo que seu pai tinha de melhor, Isaque simplesmente ignorou o que Deus falou, e todos sabemos que obedecer é muito melhor do que sacrificar.
            Podemos considerar Isaque um símbolo de Cristo, pelos seguintes motivos: 1°) ambos são reconhecidos como filhos de Abraão; 2°) nasceram de forma milagrosa; 3°) foram oferecidos em sacrifício; 4°) mostraram-se obedientes diante do seu próprio sacrifício.
            A consequência desta omissão de Isaque foi o erro cometido por Jacó e Rebeca, sendo que Jacó teve que se mudar para escapar da fúria de seu irmão.
            Isaque faleceu quando tinha 180 anos (Gn 35.29), velho e farto de dias. A sua vida parece ter sido apenas um eco da vida de seu pai. Ele cometeu os mesmos erros de Abraão, mas buscava sempre a Deus, sendo um homem de fé e obediência. Cumpriu o propósito de Deus para a sua vida, sendo guardião de suas promessas e transmitindo-as a Jacó.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

O SENHOR SE PREOCUPA COM SEUS PROBLEMAS E EMOÇÕES!



Por Rebeca Santos

“Sl 37.5 – Entrega o teu caminho ao Senhor; confia nele, e Ele tudo fará”.

            Fui nascida e criada em uma denominação onde a palavra de Deus sempre falou do Senhor, de Deus, mas como em Jó 42.5 “Antes eu te conhecia de ouvir falar, mas agora os meus olhos te vêem” parecia algo utópico. Quantas vezes sofri, passei por lutas, tribulações, adversidades e ao tentar fazer as coisas ao meu modo eu só piorava as coisas, pois nós como seres humanos temos a tendência a desconfiar de tudo e de todos, e muitas vezes quase sempre lembramos de nossa infância, da forma como nossos pais e professores nos apresentavam Jesus, “o Papai do Céu”.
            Parecia algo distante, utópico e aí crescemos e se não tivermos um real encontro com Cristo, uma experiência pessoal com Deus, como, por exemplo, Paulo (Saulo) em At 9.3-5 (E, indo no caminho, aconteceu que, chegando perto de Damasco, subitamente o cercou um resplendor de luz do céu. E, caindo em terra, ouviu uma voz que lhe dizia: Saulo, Saulo, por que me persegues? E ele disse: Quem és, Senhor? E disse o Senhor: Eu sou Jesus, a quem tu persegues. Duro é para ti recalcitrar contra os aguilhões), continuamos a pensar que Deus está distante, e o pior, achamos que Deus é muito ocupado, Ele não tem tempo para os nossos problemas, imagine, o Deus todo poderoso se preocupar com o meu filho nas drogas, com más companhias, meu marido em adultério ou alcoólatra, soterrado por dívidas, alma ferida, ciúmes, depressão, o Senhor não se importa com os meus problemas, mas isso não é verdade.
            O Senhor se importa com nossas emoções:
1 Pe 5.7 – “Lançando sobre Ele toda a vossa ansiedade, porque Ele tem cuidado de vós”.
Mt 6.25-30 – “Por isso, vos digo: não andeis cuidadosos quanto à vossa vida, pelo que haveis de comer ou pelo que haveis de beber; nem quanto ao vosso corpo, pelo que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o mantimento, e o corpo, mais do que a vestimenta? Olhai para as aves do céu, que não semeiam, nem segam, nem ajuntam em celeiros; e o vosso Pai celestial as alimenta. Não tendes vós muito mais valor do que elas? E qual de vós poderá, com todos os seus cuidados, acrescentar um côvado à sua estatura? E, quanto ao vestuário, por que andais solícitos? Olhais para os lírios do campo, como eles crescem; não trabalham, nem fiam. E eu vos digo que nem mesmo Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como qualquer um deles. Pois, se Deus assim veste a erva do campo, que hoje existe e amanhã é lançada no forno, não nos vestirá muito mais a vós, homens de pequena fé?
Mt 10.30 – “E até mesmo os cabelos de vossa cabeça estão contados”;
Fp 4.6 – “Não estejais inquietos por coisa alguma; antes, as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus, pela oração e pelas súplicas, com ação de graças”;
Sl 55.22 – “Lança o teu cuidado sobre o Senhor, e Ele te susterá; nunca permitirá que o justo seja abalado”.
            Ele nos orienta até nas causas judiciais:
Lc 12.11-12: “E, quando vos conduzirem às sinagogas, aos magistrados e potestades, não estejais solícitos de como ou do que haveis de responder, nem do que haveis de dizer. Porque na mesma hora vos ensinará o Espírito Santo o que vos convenha falar”.
            Mas a condição para o crente usufruir deste cuidado de Deus compreende algumas coisas, como:
1°) Obediência a Deus. Ex.: José;
2°) Harmonia com a vontade de Deus. Ex.: At 18.9,10 – “E disse o Senhor, em visão, a Paulo: Não temas, mas fala e não te cales; porque eu sou contigo, e ninguém lançará mão de ti para te fazer mal, pois tenho muito povo nesta cidade”.
3°) Amar a Deus e nos submeter a Ele. Rm 8.28 – “E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados por seu decreto”.

Conclusão: Devemos em meio a aflição clamarmos a Deus em oração e fé perseverante!
1°) PAZ - Fp 4.7: “E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos sentimentos em Cristo Jesus”;
2°) FORÇA – Fp 4.13: “Posso todas as coisas naquele que me fortalece”;
3°) GRAÇA – Fp 4.16: “Porque também, uma e outra vez, me mandastes o necessário a Tessalônica”.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Cinco conselhos para uma vida cristã - Rm 14


1) Verso 1 - Devemos acolher bem os que pensam diferente de nós. "Ora, quanto ao que está enfermo na fé, recebei-o, não em contendas sobre dúvidas".
            Em Am 3.3, o Espírito Santo nos ensina que duas pessoas não devem andar juntas se não estiverem de acordo. Tal ensinamento não é somente para cristão e ímpio, mas também para cristãos com os pseudo-cristãos. Se a sua linha de pensamento não é a mesma da pessoa, não adianta insistir, o conflito existirá mais cedo ou mais tarde. Por isso é importante sabermos com quem estamos casando, abrindo empresa ou até mesmo contratando para trabalhar em nossa casa.
            Porém, mesmo não concordando, é nosso dever aceitar que existem pensamentos diferentes dos nossos. Nós vivemos numa democracia e a livre manifestação do pensamento é garantida pela nossa CF, porém, isso não significa que passaremos com o tempo a compartilhar de tal ideia, principalmente se for algo relacionado à nossa fé, pois a nossa fé e inegociável.

2) Verso 4 - Não é nossa função julgar a nosso semelhante. "Quem és tu que julga o servo alheio? Para seu próprio Senhor ele esta em pé ou cai; mas estará firme, porque poderoso é Deus para o firmar".

            Deus nos diz que não devemos julgar as pessoas, pois só Ele conhece o coração de cada um. Nós até podemos falar sobre as atitudes que são tomadas por elas, mas não das pessoas. Vamos dar um exemplo: um homem está desempregado e o seu filho pequeno está com fome; tal homem vai até o mercado e furta um litro de leite para o seu filho, mas acaba preso. Nós podemos falar que a sua atitude, um furto, é errada, mas como não o conhecemos nunca iríamos saber o verdadeiro motivo do furto, pois só ele e Deus saberiam. Nada justifica um crime, mas se fôssemos falar do homem estaríamos comparando-o com qualquer delinquente comum, o que seria errado.

3) Versos 7-9. Jesus Cristo é o nosso Senhor! “Porque nenhum de nós vive para si e nenhum morre para si. Porque, se vivemos, para o Senhor vivemos; se morremos, para o Senhor morremos. De sorte que, ou vivamos ou morramos, somos do Senhor. Foi para isto que morreu Cristo e tornou a viver; para ser Senhor tanto dos mortos como dos vivos”.

            Só Deus pode dar ou tirar uma vida. Muitas vezes o diabo tenta nos intimidar, dizendo que vai nos matar, mas tudo não passa de meras ameaças, afinal de contas sequer à chave do inferno ele possui. Deus é maravilhoso; tudo o que fizermos devemos fazer para a glória do Senhor, pois nós somos totalmente dependentes D´Ele. Por sermos dependentes de Deus é que não devemos ter medo da morte, pois a morte do cristão significa que o seu propósito aqui na Terra se encerrou e agora está nos braços do seu amado Criador.

4) Verso 10. Todos enfrentarão o tribunal de Deus. “Mas tu, por que julgas teu irmão? Ou tu, também, por que desprezas teu irmão, porque todos havemos de comparecer ante o Tribunal de Cristo”.

            Nós sabemos que pela fé em Jesus teremos a vida eterna, mas a Bíblia diz também que a fé sem obras é morta. Devemos sempre dar um bom testemunho para todos, e nunca ficar julgando ninguém, pois só existe um único juiz justo, que é o Senhor. Quem somos nós para apontarmos os defeitos de alguém? Será que gostaríamos que falassem de nós pelas costas? Será que devemos julgar alguém pela sua capacidade intelectual? É óbvio que não, até porque sempre haverá alguém mais inteligente ou com mais dinheiro do que nós, então o que devemos fazer é olharmos para os nossos defeitos e pedir que o Senhor nos ajude a mudar. Olhe para você, mude a sua atitude outrora errada e irá encontrar a graça de Deus em sua vida.


5) Verso 13. Não por tropeço ao irmão. “Assim que não nos julguemos mais uns aos outros; antes, seja o vosso propósito não por tropeço ou escândalo ao irmão”.

            A Bíblia diz que “ai daquele por quem vier o escândalo”. A casa de Deus deve primar pela ordem, e o escândalo vai na contramão disso. Muitas vezes um novo convertido, por exemplo, precisa de um acompanhamento bem especial, pois quando a pessoa aceita a Jesus o diabo não se dará por vencido, e tentará de todas as formas bombardear a mente da pessoa, trazendo diversas lutas, para que a fé se enfraqueça.
            Escândalos com pastores em igrejas, por exemplo, devem ser tratados de forma interna, com disciplina e rigor, mas a exposição demasiada dos fatos acaba por macular a imagem do evangelho, pois quem não é cristão vai achar que todo crente age daquela forma, quando isso não é verdade, mas a exceção acaba virando regra.
            A vida do cristão deve ser reta, dizendo sempre sim, sim e não, não, exatamente como está na Bíblia, e o que passar disso é de procedência maligna. Não podemos dar vazão à carne, mas sim ao espírito, e só assim poderemos manter a santidade que o nosso Deus espera de nós.

terça-feira, 1 de maio de 2012

Abraão - Pai da Fé!



Abrão significa pai exaltado, enquanto Abraão significa pai de uma multidão. Neste estudo usaremos sempre Abraão.
            Quando Jesus disse para Abraão “Sai-te da tua terra”, o Senhor não disse para onde o conduziria, pelo contrário, ele teve que viajar sob a orientação do Senhor. A chamada de Abraão deu início a uma nova revelação do Antigo Testamento, no sentido de redimir e salvar a raça humana. A intenção de Deus era que houvesse um homem que o servisse e o conhecesse, guardando os seus caminhos. Dessa família surgiria uma nação escolhida, de pessoas que não praticassem iniquidade e, posteriormente, nascendo dela o Salvador do mundo, Jesus Cristo.
            Vários princípios importantes podem ser deduzidos da chamada de Abraão:
1º) Deus estabeleceu que os seus devem separar-se de tudo quanto possa impedir o propósito divino em suas vidas. Abraão deixou para trás a sua terra e parentela;
2°) Deus prometeu uma terra e uma grande nação. Hoje, Deus também tem as suas promessas para nós, e devemos tomar posse delas, fazendo a nossa parte, como Abraão fez a dele;
3°) A chamada de Abraão envolvia não só um lar terrestre, como também uma morada definitiva no céu;
4°) Abraão tinha a fé salvífica, que hoje é a nossa fé em Jesus como Salvador.     
            Ao chegar no Egito, duas coisas podem ser citadas. Em primeiro lugar, Gn 12.10 diz que havia fome naquela terra, o que significa que a obediência a Deus não quer dizer que não passaremos por problemas e tribulações. Nesses casos, devemos prosseguir com obediência, confiantes que o Senhor continuará agindo em nosso favor.
            Em segundo lugar, quando Abraão desceu ao Egito teve um desvio na sua fé, e ali perdeu a confiança na proteção de Deus, ao valer-se de um subterfúgio para evitar o rei daquele local. Contudo, Deus o protegeu sem ele esperar. Notemos sete coisas neste desvio de Abraão:
1ª) Abraão agiu sem consultar a Deus;
2ª) Escolheu o seu destino, confiando na sua própria inteligência;
3ª) Valeu-se da duplicidade para conseguir o seu propósito;
4ª) Perdeu de vista a perspectiva e o plano da sua vida;
5ª) Sua astúcia parecia alcançar bom êxito;
6ª) Ficou mais tarde preso na própria trama que criou;
7ª) Foi censurado por um rei pagão e mandado para sua própria terra.
            O fracasso de Abraão é um lembrete para nós, no sentido de não olharmos as circunstâncias, mas sim as promessas e a fidelidade de Deus.
            Em Gn 13.10 há uma separação entre Abraão e seu sobrinho Ló. Ló levantou os seus olhos e escolheu a terra que deveria ir, porém, a Bíblia nos ensina que o Senhor não vê como o homem vê. Ló viu somente a campina bem regada, enquanto Deus viu os habitantes de Sodoma como grandes pecadores. Por faltar discernimento espiritual, Ló trouxe morte e tragédia para a sua própria família. Já Abraão mostrou que não se prendia com coisas materiais e que Deus continuaria provendo suas necessidades.
            Gn. 11 e 12 marcam uma importante linha divisória nas relações de Deus para com os homens. Até aqui a história tem sido a da raça adâmica, não havia judeu e nem gentio. Em Gn. 13, nós percebemos uma separação para Deus. Se repararmos bem, Abraão nunca foi plenamente abençoado enquanto não se separou de Ló.
            A aliança de Deus com Abraão possui sete partes distintas, que são as seguintes:
1ª) “Farei de ti uma grande nação” tem um sentido natural e espiritual;
2ª) O “abençoar-te-ei” possui dois sentidos: material e espiritual;
3ª) “Engrandecerei o teu nome” – Abraão é um dos nomes universais;
4ª) “Tu serás uma benção”;
5ª) “Abençoarei os que te abençoarem”;
6ª) “Amaldiçoarei os que te amaldiçoarem”. Até hoje a nação que vai contra Israel não consegue prevalecer;
7ª) “Por meio de ti serão benditas todas as famílias da terra”. Esta é a grande promessa, personificada em Cristo.
            Em Gn 15.1, o Senhor disse para Abraão que: “Eu sou o seu escudo, o teu grandíssimo galardão”. Depois da batalha em que foi vencedor, Abraão ficou preocupado e temeroso. Por isso, Deus lhe deu numa visão a certeza de que Ele mesmo era o escudo e o galardão do seu servo. Abraão, em resposta, disse para o Senhor que não tinha filhos e colocaria um de seus servos como seu herdeiro. Deus rejeitou essa ideia, e prometeu um herdeiro para ele, mesmo com uma esposa estéril. O cumprimento completo da promessa será quando o Senhor estiver junto com o seu povo.
            Já Gn 15.6 é o primeiro versículo da Bíblia em que a fé e a justiça são mencionadas juntas. Hoje, pelo que Jesus fez por nós, podemos ser considerados como justiça de Deus.
            Em Gn 17.1, o Senhor disse para Abraão: “Eu sou o Deus Todo Poderoso; anda em minha presença e sê perfeito”. A fé de Abraão tinha que estar unida à sua obediência, senão ele estaria inabilitado para participar dos propósitos eternos de Deus. Em outras palavras, as promessas e os milagres de Deus somente serão realizados quando seu povo busca viver de maneira irrepreensível, tendo o seu coração voltado para Ele.
            Na sequência, Gn 17.11 fala da circuncisão. A circuncisão seria um sinal que Deus fez com Abraão e seus descendentes. Era um sinal que denotava terem aceito o concerto com Deus; um sinal de justiça mediante fé; e um meio do povo se lembrar das promessas de Deus.
            Em Gn 18, percebemos outra teofania, quando Deus e dois anjos aparecem para Abraão, novamente anunciando novamente que ele e Sara seriam pais, como também Abraão faz a primeira grande oração intercessória descrita na Bíblia. A base da sua oração é dupla: ele reconhece Deus como o nosso Senhor e a liberdade de falar com Ele. Na oração de Abraão, nós percebemos algumas características que podemos aplicar para as nossas orações hoje em dia:
1ª) Discriminação entre os justos e ímpios, com interesse na vida de ambos;
2ª) Confiança na justiça, graça e no poder de Deus;
3ª) É uma oração precisa, ele detalha o que está pedindo;
4ª) Humildade – Abraão jamais se esquece de que está falando com Deus.
            No cap. 20 novamente Abraão nega que Sara seja a sua mulher, com Deus tendo que consertar o seu erro.
            No cap. 21 de Gênesis, Isaque nasceu e Ismael foi despedido. Isaque nasceu após anos em que seus pais misturaram fé com incredulidade. Nós vemos que Ismael, o filho nascido segundo a carne, persegue o filho da promessa e acaba enxotado, pois não pode herdar a terra com este. Então percebemos que os que são da obra da lei não herdarão as promessas dadas a Abraão, mas sim aqueles que têm fé em Cristo. Podemos perceber também que, mesmo não sendo o filho da promessa, em nenhum momento Ismael foi desamparado por Deus, pelo contrário, o Senhor sabia que para ele e sua mãe a melhor coisa seria viverem longe de Abraão e Sara, para o propósito de Ismael não ficar comprometido.
            O capítulo 22 de Gênesis trata da situação em que a fé de Abraão foi mais testada. Deus o mandou fazer uma coisa totalmente contrária ao seu bom senso, ao seu amor paternal e a sua esperança no seu filho. O Senhor mandou sacrificar Isaque, e nessa tarefa Deus queria saber se o amor de Abraão era maior por Ele e por Isaque, como também se a esperança da promessa que Deus lhe fez residia no próprio Senhor ou se tinha passado pra Isaque. Deus nunca quis a morte física de Isaque, o teste foi somente para a fé de Abraão. O Senhor às vezes prova a fé dos seus filhos, mas tal prova deve ser considerada uma honra no reino de Deus. Depois de uma provação da fé, Deus confirmará, estabelecerá e recompensará o crente.

Fontes:

- Revista "Heróis do Antigo Testamento" - Editora Central Gospel;
- A Bíblia Explicada;
- Novos Comentários Bíblicos - Antigo Testamento;


- Bíblia de Estudo Pentecostal.